João Limpinho foi um escultor português, nascido em 1947. Licenciado em Escultura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1984, desenvolveu intensa actividade artística entre 1980 e 2015, ano da sua morte.

Apesar de ter explorado várias vertentes artísticas, as suas obras mais conhecidas e facilmente identificáveis são as esculturas em ferro. João Limpinho realizou regularmente exposições individuais em diversos espaços do país e participou em numerosas exposições colectivas, mostras e feiras de arte.

Existem obras suas em vários espaços públicos do país, incluindo em Abrantes, Alpiarça, Amadora, Carvalhal, Grândola, Lisboa, Odivelas, Sesimbra, Setúbal, Sintra, Tramagal e Vila Nova de Famalicão

Está também representado em diversas empresas, instituições e colecções particulares em Portugal, Escócia, Espanha, Estados Unidos, França, Ilhas Caimão, Inglaterra, Irlanda e Suíça.

João Limpinho organizou tecnicamente e participou no I Simpósio de Escultura em Ferro da Amadora, 1991, o primeiro do género em Portugal, e foi consultor técnico do segundo e terceiro Simpósios de Escultura em Ferro da Amadora, em 1993 e 1995. Participou no I Encontro de Arte do Algarve, Faro 1994, no I Simpósio de Escultura em Ferro de V. N. Famalicão em 1996 e no II Simpósio de Escultura em Ferro de Abrantes em 1998. Além da sua capacidade criativa e do seu estilo bastante próprio, era reconhecida ainda a sua grande capacidade técnica no trabalho com ferro.

É autor das séries de esculturas “Xadrez” e “Estrutura Molecular” para a APEME, “Escultura/Símbolo” para a Real-Seguros, esculturas funcionais para a loja “Maria Tôla” e um conjunto de manequins para o Museu Nacional do Traje, em Lisboa.

É também de sua autoria uma extensa intervenção escultórica no hotel “Golf Mar”, no Vimeiro.

Para a SOMAGUE, criou, em 1999, o conjunto escultórico “Escafandros” e, em 2003, o Parque Museológico/Escultórico na então nova sede da empresa.

Em Setúbal, concebeu e executou o Núcleo Museológico Urbano do Bairro da Bela Vista, “O Museu está na Rua”, projecto pioneiro e notável pelo seu enquadramento social e pela sua dimensão. Inaugurada no final de 2014, esta foi a sua última obra.

Em 2025, foi inaugurada postumamente a exposição “O Bestiário ou Cortejo de Orfeu”, em que João Limpinho vinha a trabalhar desde 2004. Esta exposição é relevante na medida em que foi idealizada e planeada pelo escultor e é composta por um núcleo de trinta esculturas até essa data inéditas.

Bio-grafismos (1981)

Fotografias;”Dragão” Filipe Mendes, “Xadrês” João Paulo , Tela “O Bestiário”-design Luiz Ribeiro fotografia Paulo Moreira