“Era uma vez muitos quadradinhos…

E depois um miúdo, fascinado, metia-se dentro deles na aventura de tentar perceber como uns traços, umas manchas, umas tramas gráficas, umas cores, se transformavam em magia.(…)”

-João Limpinho

excerto do texto de João Limpinho para o catálogo da exposição “Quadraturas”, incluida no 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora em 2006.

Pode-se afirmar que o percurso artístico de João Limpinho teve a sua origem na banda desenhada, ou nos livros de “quadradinhos”, como eram então conhecidos. No texto acima, o miúdo era o próprio autor, que além de tentar compreender a magia desses livros, também a praticava, experimentando e aplicando os traços e manchas nos seus próprios desenhos.

Mais tarde, esses mesmos desenhos, sobretudo na forma de “rabiscos” nas margens dos cadernos escolares, levaram-no a ingressar na Escola de Artes Decorativas António Arroio e, posteriormente, na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde se entusiasmou pela escultura. Embora as artes gráficas em geral tenham ficado em segundo plano, os desenhos permaneceram sempre presentes como estudos para várias obras e como registos informais e espontâneos de puro prazer criativo.

Além disso, existem excepções em que as obras gráficas se destacam por si mesmas, registos que consideramos interessantes e que faremos aqui constar.