• desenho de estudo para monumento "Memória"
  • maqueta do monumento "Memória"
  • Face de aço inoxidável da escultura "Memória" em fase de trabalho
  • "cara" em aço inoxidádel para monumento "memória" com os colaboradores neste trabalho de João Limpinho, João de Carvalho e Manuel Santos
  • Escultura em fase de trabalho, com "cara" e primeiras rodas montadas
  • Monumento Memória - O lado do perfil fechado, maior e com mais impacto visual
  • monumento memória, parte de trás

“Memória descritiva e justificativa

A presente proposta poderá ter como título “Memória”. A sua concepção baseia—se na observação de imagens de máquinas e equipamentos produzidos pela antiga “Metalúrgica Duarte Ferreira”, nomeadamente aquelas que evidenciam grandes engrenagens, rodas de grande diâmetro, grandes massas que congregam também uma contraditória expressão de “leveza” pela ideia de movimento que se lhes associa.

Parte da proposta apresentada no concurso público para a concepção e execução do monumento.

Essas grandes rodas e engrenagens, fazendo parte de uma memória que todos
temos da iconografia industrial, são, com certeza, pelo convívio directo que durou um século, memória colectiva bem presente no Tramagal. Daí que se tente exprimir, numa cabeça composta de memórias de ferro, uma simultânea ideia de leveza e movimento, através do rosto aberto e linear, de material
visualmente leve, e da utilização, nos restantes elementos, de formas circulares colocadas em “posição de rotação”.

A sugestão simbólica associável a esta temática é a de que a memória de tempos e labores passados não é um elemento estático. Por muito pesadas que sejam as memórias, elas engrenam nas rodas do tempo e acompanham-no…

Em termos de volumetria, a situação de túnel criada pelas copas das árvores
existentes foi determinante na concepção de uma proposta que privilegia o alongamento na base, mantendo uma altura máxima abaixo do nível inferior da ramagem.

A orientação da escultura deverá ser com o rosto voltado no sentido ascendente da praça e com, o lado maior numa linha que cruza a diagonal da base, ficando intencionalmente fora dos alinhamentos dominantes do elemento arquitectónico. Esta situação pode ser observada, de modo aproximado, nos desenhos anexos. Espera-se que esta colocação permita, de frente, a leitura das duas faces e que ao seguir para qualquer dos lados. o observador possa ir descobrindo as novas facetas da peça, nomeadamente o lado do perfil fechado, o de maior dimensão e impacto visual. (…)”

-João Limpinho