



“Conjunto de duas esculturas realizadas a partir de uma estrutura industrial pre- existente – dois longos tubos desactivados que cresciam sinuosos a partir do chão e terminavam em corte abrupto, junto a um pórtico de apoio. A transfiguração destes elementos operou-se através da colocação de duas “cabeças de serpente” na saída dos tubos, conseguidas a partir de contentores de lixo inutilizados.
É um conjunto que continua a “viver “ no próprio espaço onde “nasceu” (antiga área industrial da Amadora, hoje área residencial), o que lhe confere a carga simbólica de uma memória que irrompe da terra.1
Estas peças foram executadas em 1993, durante o Segundo Simpósio de Escultura em Ferro da Amadora.
Neste Segundo Simpósio fui consultor técnico na fase de organização e tive, na fase de laboração, uma participação informal de que resultou a concepção e execução das “Serpentes”2.”
-João Limpinho
Notas
- Desde 2018 os “Dragões” podem ser vistos no “Parque das Artes e do Desporto” (antiga lixeira da Boba), acompanhados de muitas esculturas de outros artistas, provenientes dos vários simpósios realizados por esta autarquia. ↩︎
- Apesar de familiarmente sempre terem sido “Serpentes”, nos registos oficiais da Camara Municipal da Amadora o seu título é “Dragões” ↩︎

